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As Serpentes de Pinho [Marinha Grande]

Colocámos em 11 de Agosto de 2007. Por Chocolate / 3 comentários »

GC152GE, de Baunilha & Chocolate. N 39° 46.894 W 009° 00.989

Esta cache irá levá-lo a um pequeno recanto do Pinhal de Leiria, junto à praia de S. Pedro de Moel, onde por acção dos agressivos ventos marítimos, os pinheiros rastejam e se enrolam, como serpentes… de pinho.

Enquanto pesquisávamos a informação necessária para apresentar esta cache, fomo-nos apercebendo da verdadeira importância destas árvores, e da paixão que vêm evocando desde há décadas. Porque outros o souberam dizer melhor do que nós nos atreveríamos sequer a tentar, aqui vos deixamos as suas palavras.

Esses pinheiros, pioneiros do litoral, formando os “batalhões”, são a guarda avançada, os sacrificados (…), a bem dos seus irmãos já distantes do mar. A sua missão consiste na segurança das areias e poderão vir a dar lenhas, resinas, peças para carroçarias, mas nunca se deverão abater senão em pequenas parcelas, em cortes à Masson (cortes rasos em pequenas superfícies, máximo um hectare), como os que se praticaram no Pinhal de Leiria, com bons resultados, mas estes mesmos a um mínimo de 500 m. da linha das marés.

Engº Arala Pinto, chefe da circunscrição florestal do Pinhal de Leiria entre 1927 e 1957

Pinheiro serpente

Aos Pinheiros das Dunas
O que a vida fez
de vocês,
velhos pinheiros da minha infância,
árvores de ânsia!…
O que a crueza de mil invernos,
as tormentas todas esguedelhadas
de vendavais
de inferno,
fizeram desses corpos de tortura
e de aflição,
- que tanto ansiais
por fugir desse chão!
Em pequeno metieis-me medo;
minha Mãe ria e dizia – Medroso! -
Que querem? Vocês faziam-me nervoso;
e só muito mais tarde, meus amigos,
deixei de vos olhar como a perigos,
como a cobras de horror.
Só mais tarde entendi vosso segredo
e compreendi a trágica beleza
da vossa dor!
Ó marinheiros pinheiros,
gageiros da tempestade!
Náufragos arrojados
à duna! Cristos pregados
na areia que vos tem crucificados:
- fazieis-me dor e saudade,
a saudade de mim, a mais cruel,
meus pinheiros de Moel!
A saudade do tempo
em que vos eu temia,
porque, inocente, ainda não sabia,
Ó trágico-marítimos!,
que sofreis e suais
e morreis de guardar
a floresta que vive e reverdece
e cresce
à sombra desse lento agonizar.
O que a vida fez
de vocês,
velhos amigos da minha infância
que eu amo como avós.
Como tudo vai longe na distância…
Amigos, o que a vida faz de nós!…

Afonso Lopes Vieira, poeta

Pinheiro serpente

Estas palavras foram escritas no tempo dos nossos avós. Hoje, a maioria dos pinheiros rastejantes desapareceram. Como linha avançada de protecção da floresta, estas árvores não têm uma vida fácil! Por acção do fogo e do homem – arrancadas e cortadas aos bocados para “embelezar” jardins, poucas sobreviveram o tempo suficiente para que hoje as possamos admirar.

Quanto aos que restam, apesar de protegidos por decreto lei, não deverão sobreviver até ao tempo dos nossos netos… Pedimo-vos que os admirem com o respeito que merecem!

Pinheiros rastejantes

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Osso da Baleia Murder Mistery 87-07 [Pombal]

Encontrámos em 6 de Agosto de 2007. Por Chocolate / Sem comentários »

GC14XD1, de HDV. N 40° 00.12? W 008° 54.78?

Aproveitando um final de tarde sem demasiado calor, regressamos à Praia do Osso da Baleia: o local onde encontrámos a nossa primeira cache (The Bear Treasure), já lá vão quatro anos!

Gostámos de ver que, apesar de remota, a praia está com francos sinais de desenvolvimento. A acessibilidade para todos é o caminho do futuro, e nesse aspecto, o Osso da Baleia já deu alguns passos em frente!

Osso da Baleia

A cache, remete-nos para um trágico acontecimento que aquelas areias testemunharam há alguns anos, mas uma vez que na página oficial nada é dito sobre o assunto, também aqui não o faremos.

Quanto à busca, demorou menos que um minuto! Extremamente acessível, foi chegar e agarrar! O forte vento que se fazia sentir na altura, ajudou certamente a afastar os muggles, que apesar de presentes se mantinham distantes.

A cache

Como não somos amantes de praia, e o vento não ajudava à festa, a nossa visita ao Osso da Baleia ficou por aqui.

Osso da Baleia

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TP50 – Farol do Penedo da Saudade [S. Pedro Moel]

Não encontrámos em 5 de Agosto de 2007. Por Chocolate / 2 comentários »

GC14VQY, de touperdido. 39° 45.85? W 009° 01.81?

Por ser o farol mais próximo, há muito que conhecemos o local a que nos leva esta cache. Na verdade, já antes logámos um found de uma locationless com base neste farol: Lighthouses of the World.

Farol do Penedo da Saudade

Por ser uma zona turística, habitualmente repleta de muggles, chegámos cedo ao local, numa manhã algo invernosa para um dia de Agosto.

Chegando ao ponto zero, depressa percebemos que o que julgáramos tratar-se de uma cache rápida, iria requerer um pouco mais do nosso tempo do que inicialmente prevíramos!

Talvez pela inesperada dificuldade, desmoralizámos um pouco e depressa acabámos por desistir da busca.

Chorão africano

Voltaremos, certamente!

[Actualização: Encontrada em 12.08.2007]

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The Gift in the Monastery

Encontrámos em 2 de Agosto de 2007. Por Chocolate / 2 comentários »

GC14TP6, de dakidali. N 39° 32.94? W 008° 58.78?

Como turistas, podemos visitar o mesmo local dezenas de vezes. Em cada uma delas, iremos ver as mesmas coisas, tirar as mesmas fotografias, ouvir as mesmas histórias, dar os mesmos passos. Outros ângulos e diferentes histórias, estão ao nosso alcance, mas como turistas, seguimos a multidão e somos insensíveis ao que foge das normas pré-estabelecidas.

Mosteiro de Alcobaça

Como geocachers, quebramos as regras, atrevemo-nos a ir mais longe e deixamo-nos surpreender pelo novo e inesperado.

Não temos a noção de quantas vezes visitámos o Mosteiro de Alcobaça, quer por dentro, quer por fora, de passagem ou mais demoradamente. Sempre como turistas…

Hoje, como geocachers. :)

Mosteiro de Alcobaça

A primeira parte desta multicache, leva-nos até uma zona bastante frequentada por muggles (os tais turistas). Durante algum tempo, sentimo-nos confundidos. Apesar de julgarmos saber onde ela deveria estar, não víamos nada!

Finalmente, após uma pequena pausa, uma nova tentativa levou-nos direitinhos ao lugar certo.

A cache final, faz-nos dar a volta ao mosteiro, e ali, longe do olhar de muggles e dos circuitos turísticos, encontramos um beleza tranquila e inesperada.

Finalmente, temos uma visão do mosteiro no seu todo, ao longo dos séculos, como igreja, convento, asilo, prisão, cemitério…

A beleza da Capela do Desterro, faz-nos interrogar o motivo porque não vão até ali as visitas…

Capela do Desterro

Até chegarmos ao local da cache, não encontramos vedações, portões ou cancelas. O acesso parece ser livre, e no entanto…

Parece-nos haver escavações arqueológicas, pedaços de terreno protegidos por plásticos. Escavações abandonadas? Falta de verba para prosseguir?

Logo ao lado, entre as inúmeras criptas do local, uma campa centenária, aberta, revela os restos mortais do seu infeliz ocupante. Este, sem direito a protecção da chuva e do sol, ali está, ao abandono, até que torne ao pó e seja levado pelo vento.

Campa aberta

Não podemos deixar de sentir que estamos a invadir um local proibido, mas como disse antes, nada nos impede de chegar até aqui.

Ficamos com a esperança de que também este espaço seja devidamente arranjado e dado a conhecer ao público. Certamente esses futuros visitantes, turistas, não o verão como o vimos hoje. Quase intocado, proibido, quase fazendo-nos crer que fomos os primeiros a passar por ali, depois do último monge ter partido…

Escadaria