GC15870, de Baunilha & Chocolate. N 39° 29.539 W 009° 02.891
Noutros tempos, antes da intervenção humana, a região Centro-Litoral de Portugal estava coberta por frondosas matas, constituídas essencialmente por carvalhos-cerquinho (Quercus faginea) e sobreiros (Quercus suber). Nestas matas encontraríamos uma fauna e flora abundantes e diversificadas.
Nos nossos dias, restam apenas algumas árvores isoladas, pequenos bosques ameaçados pela pressão urbana e pela eucaliptação desenfreada.

A Mata do Gaio é um destes bosques. Consiste em 267 hectares de floresta, incluindo pinheiros (150 hectares) e quercinius (70 hectares), sobretudo carvalhos e sobreiros. Um dos seus tesouros reside precisamente nas cerca de 80 subespécies de sobreiro, provenientes um pouco de todo mundo, plantados há cerca de meio século pelo engenheiro agrónomo Joaquim Vieira Natividade. Esta floresta e a sua vizinha Mata da Roda são o que resta dos viveiros florestais que até há alguns anos, eram utilizados para a selecção dos sobreiros que iriam florestar os montados do País.

A extensão de carvalhos da Mata do Gaio é uma das maiores da Europa, e apesar de fazer parte da Rede Natura 2000, há muitos anos que não é limpa, parecendo ter sido abandonada pelo seu proprietário: o Estado. Felizmente a humidade do local tem contribuído para a inexistência de incêndios, mas a manter-se o abandono, o futuro não parece muito promissor para aquele que é o pulmão verde do concelho de Alcobaça…

Para além das referidas espécies, a Mata inclui ainda alguns castanheiros e aveleiras e é também, o habitat de várias espécies animais como o açor e o gavião, ou outras, menos comuns na região, como o torcicolo ou a felosa-de-papo-branco.
Para a visita a esta cache, recomendamos o estacionamento junto ao agradável Parque de Merendas do Gaio, em N39º 29.381 W009º 02.303. Aproveite para usufruir do local, preparando-se para uma caminhada de 2 km (ida e volta).
O acesso final à cache é feito através de vegetação muito densa e espinhosa, pelo que convém ir preparado para enfrentar os rigores da Natureza!

Resumindo: esta não é uma cache para fazer de calções, chinelos ou sapatinho de salto…
25 de Outubro de 2007 às 15:27 #Nmita
Gostaria de saber se existem estudos na Quercus sobre as aldeias,Casal do Rei, Lagoa do Cão,Covões,Ataíja de Baixo, Ataíja de Cima,Casais de Sta Teresa, Valo do Mogo, sobre as aldeias da freguesia de Èvora,Turquel e Benedita, inclusivé a própria vila.
Precisava de informações, pois não quero que o TGV venha a passar nestas zonas, ou melhor no concelho de Alcobaça.
Obrigado
25 de Outubro de 2007 às 15:34 #Chocolate
Obviamente, o melhor será contactar a Quercus!
A página da organização encontra-se em:
http://www.quercus.pt
Boa sorte.
24 de Março de 2010 às 22:37 #maia22
Estivemos em 22.03.2010 no local da cache, mas encontramos o container cheio de agua e não foi possivel escrever no logbook por este estar molhado. A experiência foi optima, mas foi pena não estar em boas condições, pois foi o nosso baptismo nestas andanças.