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Gaio Verde [Alcobaça]

Colocámos em 18 de Agosto de 2007. Por Chocolate / 3 comentários »

GC15870, de Baunilha & Chocolate. N 39° 29.539 W 009° 02.891

Noutros tempos, antes da intervenção humana, a região Centro-Litoral de Portugal estava coberta por frondosas matas, constituídas essencialmente por carvalhos-cerquinho (Quercus faginea) e sobreiros (Quercus suber). Nestas matas encontraríamos uma fauna e flora abundantes e diversificadas.
Nos nossos dias, restam apenas algumas árvores isoladas, pequenos bosques ameaçados pela pressão urbana e pela eucaliptação desenfreada.

Mata do Gaio

A Mata do Gaio é um destes bosques. Consiste em 267 hectares de floresta, incluindo pinheiros (150 hectares) e quercinius (70 hectares), sobretudo carvalhos e sobreiros. Um dos seus tesouros reside precisamente nas cerca de 80 subespécies de sobreiro, provenientes um pouco de todo mundo, plantados há cerca de meio século pelo engenheiro agrónomo Joaquim Vieira Natividade. Esta floresta e a sua vizinha Mata da Roda são o que resta dos viveiros florestais que até há alguns anos, eram utilizados para a selecção dos sobreiros que iriam florestar os montados do País.

Mata do Gaio

A extensão de carvalhos da Mata do Gaio é uma das maiores da Europa, e apesar de fazer parte da Rede Natura 2000, há muitos anos que não é limpa, parecendo ter sido abandonada pelo seu proprietário: o Estado. Felizmente a humidade do local tem contribuído para a inexistência de incêndios, mas a manter-se o abandono, o futuro não parece muito promissor para aquele que é o pulmão verde do concelho de Alcobaça…

Parque de Merendas do Gaio

Para além das referidas espécies, a Mata inclui ainda alguns castanheiros e aveleiras e é também, o habitat de várias espécies animais como o açor e o gavião, ou outras, menos comuns na região, como o torcicolo ou a felosa-de-papo-branco.

Para a visita a esta cache, recomendamos o estacionamento junto ao agradável Parque de Merendas do Gaio, em N39º 29.381 W009º 02.303. Aproveite para usufruir do local, preparando-se para uma caminhada de 2 km (ida e volta).

O acesso final à cache é feito através de vegetação muito densa e espinhosa, pelo que convém ir preparado para enfrentar os rigores da Natureza! :D

Vegetação na Mata do Gaio

Resumindo: esta não é uma cache para fazer de calções, chinelos ou sapatinho de salto… ;)

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The Gift in the Monastery

Encontrámos em 2 de Agosto de 2007. Por Chocolate / 2 comentários »

GC14TP6, de dakidali. N 39° 32.94? W 008° 58.78?

Como turistas, podemos visitar o mesmo local dezenas de vezes. Em cada uma delas, iremos ver as mesmas coisas, tirar as mesmas fotografias, ouvir as mesmas histórias, dar os mesmos passos. Outros ângulos e diferentes histórias, estão ao nosso alcance, mas como turistas, seguimos a multidão e somos insensíveis ao que foge das normas pré-estabelecidas.

Mosteiro de Alcobaça

Como geocachers, quebramos as regras, atrevemo-nos a ir mais longe e deixamo-nos surpreender pelo novo e inesperado.

Não temos a noção de quantas vezes visitámos o Mosteiro de Alcobaça, quer por dentro, quer por fora, de passagem ou mais demoradamente. Sempre como turistas…

Hoje, como geocachers. :)

Mosteiro de Alcobaça

A primeira parte desta multicache, leva-nos até uma zona bastante frequentada por muggles (os tais turistas). Durante algum tempo, sentimo-nos confundidos. Apesar de julgarmos saber onde ela deveria estar, não víamos nada!

Finalmente, após uma pequena pausa, uma nova tentativa levou-nos direitinhos ao lugar certo.

A cache final, faz-nos dar a volta ao mosteiro, e ali, longe do olhar de muggles e dos circuitos turísticos, encontramos um beleza tranquila e inesperada.

Finalmente, temos uma visão do mosteiro no seu todo, ao longo dos séculos, como igreja, convento, asilo, prisão, cemitério…

A beleza da Capela do Desterro, faz-nos interrogar o motivo porque não vão até ali as visitas…

Capela do Desterro

Até chegarmos ao local da cache, não encontramos vedações, portões ou cancelas. O acesso parece ser livre, e no entanto…

Parece-nos haver escavações arqueológicas, pedaços de terreno protegidos por plásticos. Escavações abandonadas? Falta de verba para prosseguir?

Logo ao lado, entre as inúmeras criptas do local, uma campa centenária, aberta, revela os restos mortais do seu infeliz ocupante. Este, sem direito a protecção da chuva e do sol, ali está, ao abandono, até que torne ao pó e seja levado pelo vento.

Campa aberta

Não podemos deixar de sentir que estamos a invadir um local proibido, mas como disse antes, nada nos impede de chegar até aqui.

Ficamos com a esperança de que também este espaço seja devidamente arranjado e dado a conhecer ao público. Certamente esses futuros visitantes, turistas, não o verão como o vimos hoje. Quase intocado, proibido, quase fazendo-nos crer que fomos os primeiros a passar por ali, depois do último monge ter partido…

Escadaria

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CA #4 – Praia Fora (Along the Beach) [Alcobaça]

Encontrámos em 29 de Julho de 2007. Por Chocolate / Sem comentários »

GC14D5Y, de HDV. N 39° 30.55? W 009° 08.07?

São Martinho do Porto é um dos lugares mais espectaculares da nossa costa. Talvez porque o tenhamos como garantido, não lhe demos a atenção devida… No século XVI, partindo deste local, estendia-se um golfo até à Tornada. Desta grande Lagoa de Alfeizerão, resta-nos a bela baía de S. Martinho.

Com o termómetro a rondar os 33ºC, esperámos pelo anoitecer para iniciar a nossa caçada. Foi uma óptima escolha no caso desta “Praia Fora”, pois de muggles, nem sinal!

Com as coordenadas finais adquiridas com bastante facilidade (estão à vista de todos aqueles que saibam do que se trata), partimos, praia fora até ao nosso destino.

Sem muggles!

A caminhada nocturna por cima dos passadiços de madeira ali colocados para protecção da duna, é muito agradável. A fresca brisa marítima sabe-nos a mel após um dia de calor insuportável.

Chegados ao local da cache, a noite instalara-se, mas não tencionávamos sair de mãos a abanar. Em tempos tínhamos comprado uma lanterna para o efeito. Finalmente conseguimos dar-lhe uso!

No passadiço ao anoitecer

A busca pela cache demorou mais do que esperávamos, pois embora estivesse escondida num lugar mais ou menos óbvio, encontrava-se colocada algo inteligentemente, de forma a não ser vista. Se lhe aliarmos a falta de luz, compreende-se a nossa dificuldade.

São Martinho by night

Um pouco de persistência e ela acabou por aparecer. Valeu-nos umas belas paisagens nocturnas!

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Lagoa de Pataias

Encontrámos em 29 de Julho de 2007. Por Chocolate / Sem comentários »

GC11CWY, de antalves. N 39° 40.60? W 009° 00.23?

Trata-se, possivelmente, da mancha de água doce mais próxima de nossa casa. Sabemos da sua existência há largos anos, mas afirmar que conhecemos efectivamente o local, seria ir longe demais. Esta cache, veio em parte colmatar essa nossa falha!

Inserida na vasta mancha florestal do Pinhal de Leiria, a lagoa de Pataias é ocupada por uma variedade de animais e plantas que não ocorrem, tipicamente, nesta floresta.

Lagoa de Pataias

Infelizmente, a pressão humana sobre a lagoa tem vindo a deixar marcas no ecossistema, que poderão, num curto espaço de tempo, levar ao seu desaparecimento.

Em 1995, um período de seca extrema, levou à evaporação total da lagoa, com óbvias consequências na fauna e na flora do local. Felizmente esta situação ficou resolvida no Inverno seguinte.

Entre outros animais, é possível encontrar aqui a raposa, a lontra, o texugo, a geneta e o javali.

Esta multi-cache leva-nos a duas zonas distintas da lagoa. Na primeira, ocupada por um pequeno parque de merendas, ficámos desiludidos com a falta de limpeza de local: caixotes do lixo a abarrotar não são um bom cartão de visita! Do outro lado, havendo certamente menos lixo, existe uma maior pressão automóvel, com uma estrada a terminar a um par de metros da água…

Lagoa de Pataias

Apesar de tudo, conseguimos ver algumas dezenas de aves que se preparavam para passar a noite no local, o que nos deixa optimistas quanto ao futuro do local.

A cache foi fácil, de tal modo que não há mais que contar!

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Batalha de Aljubarrota

Encontrámos em 5 de Outubro de 2004. Por Chocolate / Sem comentários »

GCKQDM, de olharapo. N 39° 33.98? W 008° 55.77?

Apesar da sua reputação, a pequena vila de Aljubarrota não era mais que um local de passagem nas nossas visitas a Alcobaça. A colocação desta cache, veio finalmente corrigir a nossa falha, obrigando-nos a visitar as suas ruas e a relembrar a história da Batalha que os nossos antepassados aqui travaram.

Azulejo em Aljubarrota

Azulejo em Aljubarrota

Depois da visita à Vila, a cache leva-nos a conhecer o campo militar, o verdadeiro palco da Batalha!

Cavaleiros

Este é um daqueles lugares para onde já havíamos agendado uma visita desde há imenso tempo, mas foi preciso ali chegar o GC para finalmente nos decidirmos!

Cavaleiros

Apesar das suas várias etapas, cada uma com as suas dificuldades, após alguma persistência, a cache lá apareceu!