0

Osso da Baleia Murder Mistery 87-07 [Pombal]

Encontrámos em 6 de Agosto de 2007. Por Chocolate / Sem comentários »

GC14XD1, de HDV. N 40° 00.12? W 008° 54.78?

Aproveitando um final de tarde sem demasiado calor, regressamos à Praia do Osso da Baleia: o local onde encontrámos a nossa primeira cache (The Bear Treasure), já lá vão quatro anos!

Gostámos de ver que, apesar de remota, a praia está com francos sinais de desenvolvimento. A acessibilidade para todos é o caminho do futuro, e nesse aspecto, o Osso da Baleia já deu alguns passos em frente!

Osso da Baleia

A cache, remete-nos para um trágico acontecimento que aquelas areias testemunharam há alguns anos, mas uma vez que na página oficial nada é dito sobre o assunto, também aqui não o faremos.

Quanto à busca, demorou menos que um minuto! Extremamente acessível, foi chegar e agarrar! O forte vento que se fazia sentir na altura, ajudou certamente a afastar os muggles, que apesar de presentes se mantinham distantes.

A cache

Como não somos amantes de praia, e o vento não ajudava à festa, a nossa visita ao Osso da Baleia ficou por aqui.

Osso da Baleia

2

Furninha [Peniche]

Encontrámos em 31 de Julho de 2007. Por Chocolate / 2 comentários »

GCPD6D, de HDV. N 39° 21.38? W 009° 23.84?

A geografia da Península de Peniche, recortada por uma série de cavidades naturais, fez com que esta zona fosse ocupada pelos nossos antepassados desde tempos imemoriais.

A Gruta da Furninha, é uma destas cavidades, ocupada desde o Paleolítico Médio, pelo Homo neandertalensis e pelo Homo sapiens.

Infelizmente, na altura em que passámos neste local, havia demasiada gente na zona, pelo que reservamos uma visita à gruta para nova oportunidade.

Costa de Peniche

A cache, no entanto, está situada a algumas centenas de metros, num recanto bem mais sossegado. Após uma pequena caminhada pela falésia, chegamos ao local, onde umas escadinhas levam, sem dificuldades de maior até ao nosso objectivo.

0

CA #4 – Praia Fora (Along the Beach) [Alcobaça]

Encontrámos em 29 de Julho de 2007. Por Chocolate / Sem comentários »

GC14D5Y, de HDV. N 39° 30.55? W 009° 08.07?

São Martinho do Porto é um dos lugares mais espectaculares da nossa costa. Talvez porque o tenhamos como garantido, não lhe demos a atenção devida… No século XVI, partindo deste local, estendia-se um golfo até à Tornada. Desta grande Lagoa de Alfeizerão, resta-nos a bela baía de S. Martinho.

Com o termómetro a rondar os 33ºC, esperámos pelo anoitecer para iniciar a nossa caçada. Foi uma óptima escolha no caso desta “Praia Fora”, pois de muggles, nem sinal!

Com as coordenadas finais adquiridas com bastante facilidade (estão à vista de todos aqueles que saibam do que se trata), partimos, praia fora até ao nosso destino.

Sem muggles!

A caminhada nocturna por cima dos passadiços de madeira ali colocados para protecção da duna, é muito agradável. A fresca brisa marítima sabe-nos a mel após um dia de calor insuportável.

Chegados ao local da cache, a noite instalara-se, mas não tencionávamos sair de mãos a abanar. Em tempos tínhamos comprado uma lanterna para o efeito. Finalmente conseguimos dar-lhe uso!

No passadiço ao anoitecer

A busca pela cache demorou mais do que esperávamos, pois embora estivesse escondida num lugar mais ou menos óbvio, encontrava-se colocada algo inteligentemente, de forma a não ser vista. Se lhe aliarmos a falta de luz, compreende-se a nossa dificuldade.

São Martinho by night

Um pouco de persistência e ela acabou por aparecer. Valeu-nos umas belas paisagens nocturnas!

0

São Gião [Nazaré]

Encontrámos em 27 de Julho de 2007. Por Chocolate / Sem comentários »

GC14KWN, de HDV. N 39° 33.82? W 009° 05.37?

Em tempos, considerando a possibilidade de colocar uma cache nossa no concelho da Nazaré, elegemos a zona de S. Gião como a mais apetecível.

Aqui se encontra uma das mais antigas e degradadas igrejas da Península Ibérica. A sua origem e idade não é consensual, sendo apelidada de visigótica (séc. VII) por uns autores e de asturiana (séc. X) por outros. É, no entanto, ponto assente que no século XVIII estaria já abandonada, como o comprovam as memórias paroquiais da freguesia de Famalicão, datadas de 1758:

Junto ás Cazas da dita Quinta está fundada huã Irmida consagrada em louvor de S. Gião, e como esta totalmente se acha demolida e arroinada por sua immemoravel antiguidade, mandou um Dr. Vizitador em Capitulos de vizita se tresladasse o dito Santo pª a Igreja Parochial desta Freguezia, por achar indecente a existencia do dito Santo em Lugar tão improprio, com tão pouca veneração e culto. E por isso se acha agora nesta dª Igreja no Altar do Divino Espirito Santo, aonde o povo o venera, e louva com devoção.

Assim, durante trezentos anos, estas paredes que já estariam de pé quando Portugal era um projecto, estiveram entregues à sua sorte, tendo servido inclusive como curral para guardar gado.

Na década de 60 do século XX, redescobriu-se S. Gião e em 1986 este templo foi classificado como monumento nacional. Esta classificação, não é mais do que algumas letras num papel. A ruína continuou.

Em 2000/2001, (finalmente!) teve inicio um projecto de reabilitação do monumento, consistindo, numa primeira fase, no escoramento do edifício e na aplicação de uma cobertura de protecção.

Igreja de S. Gião

Entretanto, durante o ano de 2006 deveriam ter-se iniciado os trabalhos de restauro da Igreja, estando a sua abertura ao público prevista até ao final de 2007. A promessa não passou do papel e o que resta deste monumento, ali continua, protegido, inacessível e aparentemente esquecido.

Após a visita à área do monumento, esta multi-cache remete-nos para as dunas, quase junto à beira mar, donde conseguimos olhar para a Nazaré sob um novo ponto de vista.

Nazaré desde as dunas

Este é, indiscutivelmente, um local merecedor de uma cache, mas acima de tudo, é um local que mereceria a atenção das entidades responsáveis pela sua preservação!

Paisagem