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Um Bravo olhar sobre os Mansos

Encontrámos em 17 de Agosto de 2008. Por Chocolate / Sem comentários »

GC1C1GD, de CampsField & OvisAries. N 39° 46.33? W 008° 59.85?

Várias vezes tínhamos passado por esta plantação de pinheiros mansos e até, se a memória não me falha, por aqui parámos uma ou outra vez.

Estas árvores dão, efectivamente, outro ar à mata. Quebram a monotonia. Além disso, dão saborosos pinhões! Por tudo isso, este é, sem qualquer dúvida, um local merecedor desta cache.

A chegada ao ponto zero, embora não seja exageradamente díficil, também não é propriamente fácil! A busca, num terreno com este declive, é sempre algo problemática. Com algum bom senso, no entanto, a cache até acabou de aparecer com alguma facilidade! :)

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As Serpentes de Pinho [Marinha Grande]

Colocámos em 11 de Agosto de 2007. Por Chocolate / 2 comentários »

GC152GE, de Baunilha & Chocolate. N 39° 46.894 W 009° 00.989

Esta cache irá levá-lo a um pequeno recanto do Pinhal de Leiria, junto à praia de S. Pedro de Moel, onde por acção dos agressivos ventos marítimos, os pinheiros rastejam e se enrolam, como serpentes… de pinho.

Enquanto pesquisávamos a informação necessária para apresentar esta cache, fomo-nos apercebendo da verdadeira importância destas árvores, e da paixão que vêm evocando desde há décadas. Porque outros o souberam dizer melhor do que nós nos atreveríamos sequer a tentar, aqui vos deixamos as suas palavras.

Esses pinheiros, pioneiros do litoral, formando os “batalhões”, são a guarda avançada, os sacrificados (…), a bem dos seus irmãos já distantes do mar. A sua missão consiste na segurança das areias e poderão vir a dar lenhas, resinas, peças para carroçarias, mas nunca se deverão abater senão em pequenas parcelas, em cortes à Masson (cortes rasos em pequenas superfícies, máximo um hectare), como os que se praticaram no Pinhal de Leiria, com bons resultados, mas estes mesmos a um mínimo de 500 m. da linha das marés.

Engº Arala Pinto, chefe da circunscrição florestal do Pinhal de Leiria entre 1927 e 1957

Pinheiro serpente

Aos Pinheiros das Dunas
O que a vida fez
de vocês,
velhos pinheiros da minha infância,
árvores de ânsia!…
O que a crueza de mil invernos,
as tormentas todas esguedelhadas
de vendavais
de inferno,
fizeram desses corpos de tortura
e de aflição,
- que tanto ansiais
por fugir desse chão!
Em pequeno metieis-me medo;
minha Mãe ria e dizia – Medroso! -
Que querem? Vocês faziam-me nervoso;
e só muito mais tarde, meus amigos,
deixei de vos olhar como a perigos,
como a cobras de horror.
Só mais tarde entendi vosso segredo
e compreendi a trágica beleza
da vossa dor!
Ó marinheiros pinheiros,
gageiros da tempestade!
Náufragos arrojados
à duna! Cristos pregados
na areia que vos tem crucificados:
- fazieis-me dor e saudade,
a saudade de mim, a mais cruel,
meus pinheiros de Moel!
A saudade do tempo
em que vos eu temia,
porque, inocente, ainda não sabia,
Ó trágico-marítimos!,
que sofreis e suais
e morreis de guardar
a floresta que vive e reverdece
e cresce
à sombra desse lento agonizar.
O que a vida fez
de vocês,
velhos amigos da minha infância
que eu amo como avós.
Como tudo vai longe na distância…
Amigos, o que a vida faz de nós!…

Afonso Lopes Vieira, poeta

Pinheiro serpente

Estas palavras foram escritas no tempo dos nossos avós. Hoje, a maioria dos pinheiros rastejantes desapareceram. Como linha avançada de protecção da floresta, estas árvores não têm uma vida fácil! Por acção do fogo e do homem – arrancadas e cortadas aos bocados para “embelezar” jardins, poucas sobreviveram o tempo suficiente para que hoje as possamos admirar.

Quanto aos que restam, apesar de protegidos por decreto lei, não deverão sobreviver até ao tempo dos nossos netos… Pedimo-vos que os admirem com o respeito que merecem!

Pinheiros rastejantes

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Vale da Felicia (S. Pedro de Muel)

Encontrámos em 3 de Outubro de 2004. Por Chocolate / Sem comentários »

GCKKCN, de olharapo. N 39° 45.38? W 008° 58.78?

Para aqueles que melhor conhecem o Pinhal de Leiria, não é surpresa a escolha do Vale da Ribeira de S. Pedro para colocação de uma cache. Espaço único em toda a Mata, este vale é de uma riqueza paisagística inegável. Desconheço as variedades da flora e da fauna locais, mas não me surpreendia que, também nestes casos, aquele espaço fosse uma pequena surpresa.

Vale dos Pirilampos

Apesar de passarmos na zona inúmeras vezes, por pura preguiça, nunca tínhamos saído do carro para explorar a zona a pé. Soubéssemos nós o que andámos a perder!

Junto à ribeira

Nesta zona, a acção erosiva da pequena ribeira é causadora de um dos mais acentuados relevos do Pinhal, que de outro modo se apresenta bastante plano e previsível.

Ribeira de S. Pedro

Se subitamente, por detrás de um arbusto nos surgisse um elfo, um centauro ou uma pequena fada, íria parecer-nos normal, tal a magia daquele pequeno recanto.

Ribeira de S. Pedro

A cache é relativamente acessível. A força do sinal GPS não é das melhores, dada a cobertura vegetal do local, mas com alguma pequena persistência, chegámos lá!

Gotcha!